Você já foi aplaudido de pé?


Você diz as últimas palavras, encerrando sua aula ou palestra. Faz soar o último acorde. Executa o último passo de dança ou conclui o discurso, com uma frase marcante. A plateia irrompe em aplausos. Fortes, calorosos, espontâneos. Então você vê que, aos poucos, todas as pessoas se levantam, enquanto continuam aplaudindo. Você agradece; talvez se curve, leve as mãos ao peito ou simplesmente murmure repetidas vezes a palavra “obrigado” enquanto sorri, assentindo lentamente...


Você já passou por uma experiência assim? Já foi aplaudido de pé? Alguma vez experimentou a emoção desses segundos, que parecem durar muito e fazem todo o esforço, persistência, treinamento e dedicação valerem a pena?


Se já, sabe do que estou falando. Como é incrível essa sensação, quão gratificante é o reconhecimento sincero das pessoas. Sim, porque dá para perceber, pelo tipo de aplauso, a legitimidade da reação do público. A intensidade, o ritmo, a duração: tudo conta o que a plateia sentiu.


Há aplausos que são mornos, têm pouco calor. As pessoas acharam bonitinho, o que foi apresentado; mas é só. Pior que esses, só os aplausos burocráticos, protocolares, quando o povo aplaude apenas por educação. Tão marcantes quanto um picolé de chuchu, são comuns em diversos eventos, infelizmente. Já aplausos legítimos, bem melhores de se receber, são fáceis de identificar: sonoros, têm ritmo rápido e frequentemente são acompanhados por rostos sorridentes. Não precisa ser gênio para perceber que as pessoas gostaram do que viram.


Mas ainda não... amaram. Não ficaram realmente tocadas pela apresentação. Porque, quando isso acontece, geralmente as pessoas ficam de pé. Levantar-se, em uma situação assim, é algo automático, espontâneo. Aplaudir, apenas, parece ser pouco; o que foi visto foi tão incrível, bonito, verdadeiro, espetacular, que a gente se levanta, quase sem perceber. É uma resposta emocional. Você sabe do que estou falando; certamente, também já aplaudiu alguém assim.


Aplausos: reconhecimento audível da qualidade

Afinal, o que há por trás dos aplausos? Por que tanta gente os busca? Aplaudir é sinal de reconhecimento. Uma forma audível de reconhecer e atestar, imediatamente, a qualidade de alguém tornada evidente.


Posso afirmar que ser aplaudido efusivamente é muito bom. Em minha experiência como palestrante profissional e educador corporativo, já tive o prazer de ser aplaudido de pé, diversas vezes. Inclusive com direito a gritinhos de “u-huuu!” e assovios de uma plateia composta por jovens em idade universitária, em um teatro cheio, certa noite. Em outra ocasião, após uma palestra para a Natura, em Santos-SP, fui aplaudido de pé e ovacionado por tanto tempo que fiquei até meio sem graça! Mas só um pouquinho.


Se você precisa de adoração constante, adote um cachorro.

É claro que isso não acontece em todo trabalho que faço. Há situações em que o propósito do evento é o de provocar uma postura mais reflexiva, que possibilite certas mudanças de comportamento que não são fáceis de serem iniciadas. Há tempos de crise, ameaças, situações difíceis. Por vezes, o remédio mais eficaz tem gosto um pouco amargo. O cliente, o gestor contratante, ficou satisfeito? As pessoas foram impactadas e a mensagem transmitida irá ajudá-las a serem melhores, de alguma maneira? Então, o objetivo foi alcançado, mesmo que ruidosos aplausos não tenham sido ouvidos.


Não ser aclamado toda vez, pela plateia, não deveria mesmo ser um problema para um palestrante sério, segundo Allan Weiss, que escreve para palestrantes e consultores. “Se você precisa de adoração constante, adote um cachorro” – recomenda.


Mais que aplausos

Nem todo mundo tem um trabalho, remunerado ou não, que implique em falar para uma plateia. Muitos profissionais são valorizados pelo que fazem, ainda que não recebam aplausos. Mas há um reconhecimento muito mais eloquente e significativo, mesmo que silencioso.


Acredito que, mais importante que ser aplaudido – no sentido literal ou figurado – é buscar realizar seu propósito de vida. Sentir que sua existência, seu trabalho e tudo o que você faz lhe traz um senso de contribuição, permitindo deixar uma marca positiva nas pessoas com quem você tem contato. Nos dias de hoje, podem ser muitas, inclusive.


Poder seguir seu propósito, usar seus talentos, fazer o que gosta e até ser bem remunerado por isso é um bom desejo, digno de ser cultivado e perseguido. Também é a maior forma de reconhecimento que você pode se proporcionar. Se você não sabe como fazer isso, siga-me no Youtube e continue lendo meus artigos, porque vou trabalhar bastante esse tema.


Agora, se quer melhorar sua performance falando em público, conheça meu curso online UPGRADE YOU - Falar em público. Trata-se de um programa com uma metodologia diferente e muito interativa, para quem realmente quer enfrentar o nervosismo, a ansiedade ou o medo de falar em público e falar com desenvoltura e confiança. Clique no link e confira.


Quem sabe você será, inclusive, aplaudido de pé?

Douglas Peternela

Educador corporativo e palestrante

doug@douglaspeternela.com.br

www.douglaspeternela.com.br


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