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  • Douglas Peternela

ACORDA PRA VIDA, INFELIZ!

Atualizado: Jan 22


Muitas vezes percebi uma postura que considero preocupante, da parte de funcionários de diversas organizações, quando o assunto é desenvolvimento profissional.


Refiro-me a esperar que a entidade empregadora forneça ou custeie todos os treinamentos, cursos, livros ou qualquer outra forma de aprendizagem ligada ao trabalho que a pessoa realiza. É quando a pessoa diz algo assim:


“A empresa quer que eu aprenda isso? Então que pague pra mim. Não sou obrigado a gastar meu dinheiro e tempo com algo que é pra ser usado no trabalho.”

Isso acontece, por exemplo, com:


  • Profissionais que ocupam posições de liderança, mas não tomam uma iniciativa sequer, por conta própria, para aprender a ser um líder melhor;

  • Vendedores, que só fazem um curso ou mesmo leem um artigo sobre vendas, se “a empresa pagar ou mandar”;

  • Professores, que ficam anos a fio dando aulas do mesmíssimo jeito, sem procurar formas de torna-las mais interessantes e participativas, a menos que a Secretaria da Educação ou a entidade contratante providencie algo para que isso aconteça. Ainda assim, “Que seja fácil, hein? Nada da gente ter que ficar produzindo material ou fazendo coisas que dão um trabalhão! Se querem algo novo, que deem pronto, já, porque eu não ganho pra isso”.

E por aí vai.


CLARO que isso não reflete a realidade de todos; não quero generalizar. É óbvio que há pessoas que se esforçam e buscam seu aperfeiçoamento. Tampouco, é algo restrito a essas categorias profissionais. Penso que esse comportamento aconteça em muitas profissões, e mesmo com estudantes.


Minha posição sobre isso é a seguinte: a organização contratante deveria, sim, fornecer iniciativas de aprendizado para capacitar e aprimorar os profissionais que contrata. A realidade é que, se há muitas empresas que têm essa cultura e criam verdadeiras trilhas de desenvolvimento para seus colaboradores, há inúmeras que fazem pouca coisa – ou mesmo nada – nesse sentido.


Entretanto, o funcionário esperar que a empresa forneça ou custeie TODOS os seus cursos, livros, palestras ou outras formas de aprimoramento profissional e não fazer absolutamente NADA por iniciativa própria, caso isso não ocorra, é uma postura que considero tosca e autossabotadora.

Até porque, no mundo de hoje há muitas formas de buscar conhecimento que são gratuitas. Costumo dizer que falta de dinheiro não pode ser desculpa para alguém não aprender a ser melhor.


Então, deixo aqui meu alerta: se a organização a que você hoje pertence deixa a desejar, de alguma forma, quanto ao que você esperaria para seu crescimento profissional, não fique passivamente aguardando algo acontecer.


Não se coloque como refém das circunstâncias. Não fique esperando que lhe deem aquilo que você pode buscar. Aja. Estude. Aprenda. Queira ser melhor no que faz. O nome disso é autodesenvolvimento.


Acredite: quanto mais você se esforçar para aprender e se aperfeiçoar, irá se destacar dos outros que não fazem nada, a não ser reclamar.

Afinal, é quase certo que as pessoas que realmente alcançaram sucesso em uma carreira não leram, estudaram, aprenderam ou praticaram só o que lhe forneceram. Não fizeram “só o que a firma mandou”. Concorda?


Pior é que tem gente que não faz nem o básico, o mínimo, aquilo que deveria fazer. O aluno que não faz o dever de casa e não dá valor ao esforço dos pais de lhe proporcionar as melhores condições de estudo possíveis; o funcionário que não aproveita as oportunidades que a empresa lhe dá; o indivíduo que nunca acessa o curso online em que se inscreveu, nem lê o livro que comprou. Gente que tem preguiça ou arruma desculpas para não fazer nada que represente o mínimo esforço, mesmo que saiba ser algo que lhe agregaria valor.


Quando vejo uma pessoa assim, confesso que tenho vontade de encará-la e dizer, de um jeito não muito sutil:


- ACORDA PRA VIDA, INFELIZ!


Douglas Peternela

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