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  • Douglas Peternela

É possível tornar-se MAIS inteligente?

Atualizado: 4 de Set de 2019


Imagem de Rondell Melling por Pixabay

Alguma vez você já se sentiu “burro” diante de pessoas que tiveram um desempenho melhor ou conseguiram fazer mais, do que você?


A recomendação que a pesquisadora, autora e conferencista Carol Dweck faz, permite ver a situação de um jeito que pode fazer toda a diferença. Veja o que diz em seu livro MINDSET - A nova psicologia do sucesso:

“Pense nas vezes em que outras pessoas fizeram mais do que você e você simplesmente acreditou que eram mais inteligentes ou mais talentosas. Agora pense na ideia de que elas apenas utilizaram melhores estratégias, aprenderam mais com esforço próprio, praticaram com mais afinco e conseguiram ultrapassar obstáculos. Você também pode fazer isso, se quiser”.

Acho isso tão genial, que quis escrever um pouco a respeito. Quero "destrinchar" essa ideia, mas serão poucas linhas. Então, continue lendo, porque tem um conceito muito importante aqui, que eu gostaria que você entendesse, caso ainda não o conheça (ou pratique).

Vamos lá: muita gente pensa que a inteligência humana é algo definido, definitivo, imutável; ou a pessoa é “inteligente” ou não é. Segundo essa crença, não daria para alguém melhorar, nisso. Ou a pessoa foi agraciada com a bênção de ser inteligente ou não foi. Simples assim.


Só que não. Semelhantemente ao que acontece com os músculos do corpo, a inteligência pode aumentar, se adequadamente exercitada e estimulada. Estudos mostram que com esforço, dedicação e garra, podemos nos tornar mais inteligentes.


Sabe outra crença furada? A de que inteligente é aquela pessoa que aprende as coisas sem esforço, com muita facilidade. Se alguém tiver que dar duro para aprender alguma coisa, não dever ser lá muito inteligente. Afinal, se fosse, não precisaria se esforçar tanto.


Claro, existem pessoas que, de fato, demonstram mais facilidade para aprender certas coisas. Alguém com talento natural para a música, por exemplo, possivelmente aprenderá a tocar um instrumento com mais facilidade, do que quem não tem.


Entretanto, só se tornará um músico excelente o indivíduo que se dedicar muito, praticando de forma consistente, com a clara intenção de melhorar. É a chamada prática deliberada, sobre a qual Ericcson, outro pesquisador, escreveu.* Com talento ou não, é preciso dar duro, para se tornar realmente bom, em qualquer área.


Quando você vir um desempenho notável e consistente de alguém, em alguma coisa, pode ter certeza: por trás do que muita gente pensa ser apenas talento ou inteligência, estão muitas horas de dedicação, estudo, treino, esforço, persistência.


Então, talvez, as pessoas que você julgava mais inteligentes ou talentosas que você apenas tenham se esforçado mais. É isso que a Carol Dweck, em outras palavras, disse na frase de que tanto gostei.


Era o que eu queria dividir com você, hoje. Mais que uma mensagem positiva, é um fato, cientificamente comprovado.


Não limite sua própria capacidade ou inteligência. Não coloque rótulos em si mesmo, nem aceite os que lhe derem. Independentemente de sua origem, seu passado ou condições atuais, lembre-se: com esforço, dedicação e garra, você pode se tornar mais inteligente a cada dia.


Douglas Peternela


*Nota: publiquei um vídeo com uma animação sobre esse a Prática Deliberada, em meu canal do YouTube. Para assistir, clique aqui.

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